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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Você precisa mesmo de um carro?

O conceito de investimentos ativos e passivos é bastante comum e isso pode te colocar em maus lençóis. O livro 'Pai rio, pai pobre' deixa bem claro o que você pode considerar como bom investimento.

Geralmente vemos carros e imóveis como investimentos. No entanto, ele é um passivo, ou seja, você terá prejuízos com eles. Comprando um carro zero:

  • ao tirar da concessionária, você perde dinheiro;
  • ao usar o carro desvaloriza pela quilometragem;
  • com o passar dos anos, ele desvaloriza - exceto carros raros, como fusca, kombi originais e em bom estado;
Eles exigem manutenção (consertos, limpeza, revisões, balanceamento, alinhamento, seguro) e taxas (IPVA, vistoria). Ou seja, comprar um carro, embora seja status para muitos dos brasileiros, não pode ser considerado um investimento, pois não te gera dinheiro e sim, o contrário. Com imóveis funciona da mesma forma, você tem gastos de IPTU, de capinação, manutenção da edificação, etc. A não ser que a região valorize muito e você seja muito bom em especulação imobiliária, seu terremo/imóvel, será um passivo - o terreno nunca te gerará renda em pouco tempo e, neste tempo, gerará despesa. 

Uma pesquisa apresentada no livro 'O milionário mora ao lado' revela que 23,5% dos milionários não andam de carros novos. E 25,2% não troca de carro há 4 anos. *Informações obtidas no QueroFicarRico

Desta forma, é muito importante pensar não duas vezes, mas muitas vezes: Você precisa mesmo de um carro?



Como urbanista, vejo grande parte do problema do trânsito e do transporte urbano na forma como a população herdou dos Estados Unidos o conceito rodoviarista, a idéia de entender como conforto e sinal de riqueza possuir um carro. Recentemente a revista época se posicionou em sua capa (abaixo) com esse conceito que só gera mais e mais problema, com uma visão ignorante de quem vê com nojo o transporte público, como se fosse um sinal de pobreza, embora a Europa toda mostre cada vez mais o sucesso do transporte público, basta ver países como Finlândia, Suécia, Noruega, Inglaterra, etc, com cada vez mais linhas com conforto sensacional, eficiência, e mais extensas. 



Além de mais econômico, mais saudável (pois andará um pouquinho todo dia até o ônibus/trem, ou do ponto até o destino, é economicamente mais nteressante. Claro que não podemos comparar o conforto hoje, pois a situação no Brasil é bem diferente da condição européia de transporte público, mas continuar usando o carro, é continuar assumindo nosso transporte público como está. A velocidade já é nítida. Quantas horas - e tempo é dinheiro, sim - as pessoas perdem no trânsito? O quanto isso te estressa? Será que não dá para trocar as vezes? Quantas vezes você usa o carro irracionalmente? Quantas voltas você dá para achar uma vaga (poluindo, se estressando e gastando gasolina0? Quanto você gasta com valet, gasolina e estacionamento?

No entanto, abandonar totalmente não é a solução. Devemos usar o carro com consciência e o Desafio Intermodal que é feito todo ano está aí para isso, para mostrar novas impressões do transporte alternativo ao carro.

Se você realmente precisa de um carro precisa pensar algumas coisas:
  • precisa mesmo de um carro zero?
  • não pode mesmo esperar para comprar um carro a vista ou com uma boa entrada? Isso te economiza MUITO dinheiro;
Caso precise mesmo de um carro e que deva ser financiado, procure a melhor forma de suavizar as taxas que vão aumentar muito o custo do teu carro. Compare com o preço a vista e nunca comprometa 50% da sua renda com parcelas de carros, cartões, etc. Ou você se endividará, colocando até em risco o próprio carro que compra. 



Uma matéria de hoje, 10 de dezembro, saiu na Exame, mostrando que comprar pelo banco das montadoras pode te economizar até R$7000. Pense nessa possibilidade ao fazer sua compra da forma mais responsável possível. Pensa como os ricos, evite comprar um carro ou ter um novo.

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